terça-feira, 19 de junho de 2012

Rio+20

Após adiamento, Brasil entrega texto da Rio+20 para votação


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RIO DE JANEIRO, 19 Jun (Reuters) - O governo brasileiro entregou aos diplomatas das delegações estrangeiras por volta das 7h30 desta terça-feira (19) um novo rascunho do documento final da Rio+20, segundo o Itamaraty.

A entrega do texto final da Rio+20 preparado pelo Brasil foi adiada para a manhã desta terça depois que as negociações entraram madrugada a dentro e incluíram ajustes de "último minuto". O documento passará por uma plenária marcada para as 10h30 desta terça.
"Temos um texto e fizemos o possível para incorporar o máximo, inclusive negociações e consultas de último minuto", disse a jornalistas o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, após uma reunião plenária realizada às 2h20 da madrugada, segundo a Agência Brasil.
"O texto será tornado acessível até as 7h porque precisa de uma revisão técnica. Haverá uma plenária às 10h30", acrescentou o chanceler. Os chefes de Estado devem votar o texto até o dia 22.
A delegação brasileira, que assumiu a liderança do processo após o fracasso das negociações para aprovar um texto final na semana passada, pressionava pela aprovação do texto na segunda-feira, apesar de movimentação da delegação europeia, que demonstrou interesse em estender as discussões até quarta, quando começa a cúpula com chefes de Estado e governo.
Para destravar as negociações o Brasil se empenhou em simplificar o documento, o que levou a críticas por parte dos negociadores europeus, em defesa de um texto mais ambicioso.
Estabelecer os objetivos de desenvolvimento sustentáveis (ODS) e meios de implementação das medidas a serem propostas pela Rio+20 têm gerado impasses entre as delegações, reunidas no Rio desde a semana passada. Entre os diversos pontos de divergência, também está a questão relativa a águas internacionais. O tópico se tornou prioridade para o Brasil e encontrou resistência dos Estados Unidos.
Sobre o financiamento de projetos de desenvolvimento sustentável, os países ricos, tradicionais financiadores de programas ambientais e os mais afetados pela crise internacional, rejeitaram se comprometer com novos aportes.
A criação de um fundo de 30 bilhões de dólares para o financiamento de ações voltadas à sustentabilidade, proposta pelo G77 --grupo que reúne os países em desenvolvimento, incluindo China e Brasil-- foi excluída do texto final, sinal claro da resistência de países desenvolvidos a realizar novos aportes.
No documento foi incluída uma "cesta" de formas de financiamento para as ações, com fontes privadas e instituições financeiras.
(Reportagem de Pedro Fonseca e Hugo Bachega)

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