RIO
DE JANEIRO, 19 Jun (Reuters) - O governo brasileiro entregou aos
diplomatas das delegações estrangeiras por volta das 7h30 desta
terça-feira (19) um novo rascunho do documento final da Rio+20, segundo o
Itamaraty.
A entrega do texto final da Rio+20 preparado pelo Brasil foi adiada para a manhã desta terça depois que as negociações entraram madrugada a dentro e incluíram ajustes de "último minuto". O documento passará por uma plenária marcada para as 10h30 desta terça.
"Temos um texto e fizemos o possível para incorporar o máximo,
inclusive negociações e consultas de último minuto", disse a jornalistas
o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, após uma reunião
plenária realizada às 2h20 da madrugada, segundo a Agência Brasil.A entrega do texto final da Rio+20 preparado pelo Brasil foi adiada para a manhã desta terça depois que as negociações entraram madrugada a dentro e incluíram ajustes de "último minuto". O documento passará por uma plenária marcada para as 10h30 desta terça.
"O texto será tornado acessível até as 7h porque precisa de uma revisão técnica. Haverá uma plenária às 10h30", acrescentou o chanceler. Os chefes de Estado devem votar o texto até o dia 22.
A delegação brasileira, que assumiu a liderança do processo após o fracasso das negociações para aprovar um texto final na semana passada, pressionava pela aprovação do texto na segunda-feira, apesar de movimentação da delegação europeia, que demonstrou interesse em estender as discussões até quarta, quando começa a cúpula com chefes de Estado e governo.
Para destravar as negociações o Brasil se empenhou em simplificar o documento, o que levou a críticas por parte dos negociadores europeus, em defesa de um texto mais ambicioso.
Estabelecer os objetivos de desenvolvimento sustentáveis (ODS) e meios de implementação das medidas a serem propostas pela Rio+20 têm gerado impasses entre as delegações, reunidas no Rio desde a semana passada. Entre os diversos pontos de divergência, também está a questão relativa a águas internacionais. O tópico se tornou prioridade para o Brasil e encontrou resistência dos Estados Unidos.
Sobre o financiamento de projetos de desenvolvimento sustentável, os países ricos, tradicionais financiadores de programas ambientais e os mais afetados pela crise internacional, rejeitaram se comprometer com novos aportes.
A criação de um fundo de 30 bilhões de dólares para o financiamento de ações voltadas à sustentabilidade, proposta pelo G77 --grupo que reúne os países em desenvolvimento, incluindo China e Brasil-- foi excluída do texto final, sinal claro da resistência de países desenvolvidos a realizar novos aportes.
No documento foi incluída uma "cesta" de formas de financiamento para as ações, com fontes privadas e instituições financeiras.
(Reportagem de Pedro Fonseca e Hugo Bachega)
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